Parker
Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do
trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita,
conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva
para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença
de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi
escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi
cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local
no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento
inesperado altera sua vida
" Para que serve a mente se você não pode ter uma opinião? E de que serve uma opinião, se você não pode expô-la? " Jane Porter "Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias." Lao Tsé "A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." Albert Einstein
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Há um ditado indiano: se
você foi atingido por uma flecha envenenada, é preciso primeiro removê-la. Não
há tempo para perguntar quem atirou, que tipo de veneno há nela e tudo mais.
Primeiro, lide com o problema imediato, mais tarde podemos investigar.
De modo similar, quando
encontramos sofrimento humano, é importante responder com compaixão em vez de
questionar a política por trás das pessoas que ajudamos. Em vez de perguntar se
o país delas é inimigo ou aliado, devemos pensar: “esses são seres humanos,
eles estão sofrendo, e têm um direito à felicidade igual ao nosso”.
Nossa atitude em relação
ao sofrimento é muito importante porque pode afetar como lidamos com ele quando
surge. Nossa atitude usual consiste em uma aversão intensa e intolerância em
relação à nossa própria dor e sofrimento. Contudo, se pudermos transformar
nossa atitude, e adotar uma que nos permita maior tolerância, isso pode nos
ajudar bastante a contrabalancear sentimentos de infelicidade, insatisfação e
descontentamento mentais.
Dalai Lama
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
SOBRAS DE AMOR
A mãe chegou no quintal da casa, livrou-se do fardo
de lenhas, restou o peso da filha que ainda carregava na barriga prenha.
Sentou-se prenha de alma de dor e dor de não saber quando seria o parto da
falta de esperança do fim da dor infinda.
Acendeu o fogo com gravetos da última leva,
esquentou a sopa, sobra da janta, com perplexidade da lembrança de saber-se sem
dor ao fugir com o amor que a desprezara de sobra. Engolia o choro e ele descia
goela abaixo com o caldo quente para a filha, sobra de sonho, com dor de solidão
e do nada.
A filha sobra no físico, no viver e no doer,
desejando sobrar na própria realidade para refugiar-se da dor de sobra da
história lenhada, indiferente de ser e de amar.
Vem-lhe dentro da bolsa o líquido da sopa e do choro
diluídos no amargo veneno do ser desprezado e descrente que a carrega. Aquela
estufa líquida espuma com a sobra da dor. Sorve, então, goela adentro,
frenético meio de sobreviver, o caldo quente da mãe, sobra do desaconchego e do
chegar indesejado.
Filha e mãe, sobras de amor, deglutem a sobra das
dores mútuas, procurando aliviarem-se, gemendo-se para consolarem o enfastio de
carregar e ser carregada.
Em dado momento, a mãe não consegue deglutir mais o
líquido quente, passando a lutar com os vômitos das sobras puxando da filha o
desconforto de ser, irremediavelmente, a dor instalada, irreversivelmente em
sobra. A tal ponto, com o refluxo dilatando a bolsa para rompê-la e se aliviar
do peso da barriga, da continuidade, do sonho que seria partilhado não fosse o
abandono como sobra da troca.
A filha, doída, reflui seu líquido e destino no
ritmo da mãe para libertá-la do peso, imprimindo sua negação e assim apagar o
testemunho de uma história diluída na dor.
Estira-se de parede a parede procurando saída,
disposta para o doer que viesse, retorce o cordão para puxar o interior da
dilaceração da mãe, para lhe dar esperança de que dentre suas sobras ficaria
livre da mais infastiosa, aliviaria o peso de sua coluna, a dor de ninar a
sobra da própria esperança e o testemunho indesejado.
A mãe sente contração de seus líquidos e das sobras
em suas vísceras corre até a bica e sorve água fresca procurando reverter o
diluir da vida da filha, chorando-lhe que não se vá porque a dor já é instalada
e imutável, independente do seu existir.
A água escorre com dificuldade pelo esôfago até o
útero e no caminho refresca cada fissura de dor das ânsias antes vividas, vai
apaziguando e solta suas moléculas pelos atalhos necessários para acalmar
também a filha, pronta para sobrar-se.
A filha deglute lágrimas com as sobras dos goles da
mãe e as lança de volta para sua fonte através dos pulmões provocando-lhe
respirações profundas, buscadas de ar, fôlego, calma, aceitação das sobras e a
mãe, por sua vez, puxa fundo o ar como uma afogada na dor e aspira mais, coração
bate mais forte, esperança forjada goteja dos poros com os suores, cansaço se
esvai e vai e, vem o sentir menos fraca de dor, passa a mão na barriga
entortada para o lado, que permanece prenha e conformada com as sobras.
Levanta-se, ajeita a filha conformando-a com sua
coluna e vai apanhar a resto de lenha para guardar no borralho.
Logo depois, ambas aquietam-se, aquecendo-se como se
a friagem fosse apenas da tardinha de inverno….
domingo, 22 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Poema de Fernando Pessoa
Onde
você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e
o outro vê uma chance de crescer.
Onde
você vê um motivo pra se irritar,
alguém
vê a tragédia total
e
o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde
você vê a morte,
alguém
vê o fim
e
o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde
você vê a fortuna,
alguém
vê a riqueza material
e
o outro pode encontrar por trás de tudo,
a
dor e a miséria total.
Onde
você vê a teimosia,
alguém
vê a ignorância,
e
um outro, compreende as limitações do companheiro,
percebendo
que cada qual caminha seu próprio passo.
E
que é inútil querer apressar o passo do outro,
a
não ser que ele deseje isso.
Cada
qual vê o que quer,
pode
ou consegui enxergar.
“Porque,
eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O encontro
“Como o senhor entrou na vida espiritual?”, perguntou um
discípulo do sufi Shamse Tabrizi.
“Minha mãe dizia que
eu não era louco bastante para ser internado num hospício nem bastante concentrado
para entrar num mosteiro. Resolvi me
dedicar ao sufismo.”
“E como explicou isso a sua mãe?”
“Com uma fábula:
puseram um patinho para que uma gata tomasse conta. Ele seguia sua mãe adotiva por toda
parte. Um dia, foram ao lago, o patinho
entrou na água e disse –‘ vou continuar no meu ambiente, mesmo que minha mãe
não saiba o que significa uma lago’”
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
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